terça-feira, 16 de agosto de 2016

Para quem gostava da Elke Maravilha.


Muito muito querida pra mim, e certamente para toda uma geração de brasileiros, a irreverente, maravilhosa e carismática, Elke Maravilha, a russa mais que brasileira, foi alegrar o Céu nesta madrugada.

Sempre fui fascinada por ela. Desde criancinha. Lembro de uma vez, que meu pai chegou de uma viagem, vindo de São Paulo, e a primeira coisa que falou quando chegou, foi: 'Denise, eu vi a Elke Maravilha na rua'. Eu estampei um sorrisão na cara, tamanha foi a minha felicidade. Eu a vi, pelos olhos do meu pai.

Há um tempo, a encontrei no Largo da Carioca, aqui no Rio de Janeiro. A cada passo que dava, não havia uma só pessoa que não a olhasse, era realmente uma sensação! Nunca vi algo igual. Eu tive muita vontade de chegar perto dela e trocar pelo menos algumas palavras, tirar uma selfie... tenho certeza que iria me acolher com um abraço. Mas o meu senso crítico não deixou. Ela passou por mim, e dessa vez, eu a vi pelos meus próprios olhos. Mas infelizmente, eu não pude falar sobre isso com meu pai, porque ele também não estava mais aqui.

Elke foi a Xuxa, da reprimida geração dos jovens, nascidos nos anos 60 e 70. Só que sem as infantilidades débeis dessa apresentadora. Elke sempre teve personalidade, atitude, presença marcante. Foi empoderadora de mulheres, quando nem existia essa expressão. Foi uma verdadeira inspiração para todas as que tinham dificuldades de ser elas mesmas. Sem distinção de gênero. 

Elke, com sua voz doce, suave e mansa, falava o que queria. Nunca teve 'papas na língua', sem jamais sem deselegante, com as palavras. Feito extremamente difícil na comunicação. Um exemplo. 

Elke marcou presença na Terra, e vai deixar muita saudade por aqui. ´Né crianças?`

Hoje, em homenagem à ela, vou sair de casa usando um batom beeeem vermelho!


Chorei.
Descanse em paz.

Denise Puppin

Fonoaudióloga - Prof de Oratória - Trainer Coach de Apresentações, Discursos Treinamentos e Gestão Emocional e Estratégica nas Exibições 

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